Inicio, mais uma vez e sempre, uma jornada interessante na Fotografia.
O semestre se iniciou há algum tempo e, confesso, chego um tanto tardiamente aos versos discorridos sobre o meu processo de criação no decorrer da disciplina Fotografia III.
Aqui, seguindo uma poética do questionamento do olhar, retomo o meu trabalho me debruçando sobre os reflexos.
Ciente de que se trata de uma temática bastante explorada por muitos fotógrafos, não busco nos reflexos a necessidade irrefreável de me fazer original ao abordar este tema em minhas fotografias. Parto do interesse em desbravar o poder do reflexo e de superfícies reflexivas e como isso pode ser apresentado, e entender o que isso pode representar metaforicamente numa composição fotográfica.
Para tanto, é fundamental redirecionar, treinar, questionar, focar (ou desfocar) o olhar, o qual, já há algum tempo, se apresentada dotado de subjetividade e cautela.
Dizem que os olhos são a janela da alma. Assim sendo, a essência do ser se expressa e se reflete no olhar.
Em aula, um excelente documentário intitulado Janela da Alma é exibido, abrindo ainda mais esta janela para diversas realidades possíveis: o olhar através do desfoque, o olhar inquieto, o "não-olhar" de um cego, o qual vê através de percepções sensoriais além da visão...
Não poderia deixar de enfatizar a importância deste filme para o desdobramento do meu trabalho.
Questionando o olhar, questiono também o meu viver, o meu modus operandi face ao meu cotidiano, ao espaço urbano, às pessoas, ao fluxo, ao efêmero e ao atemporal.
Enfim...
Muitos cliques. E muita luz!
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