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| "Penso, logo reflito", 2013. |
Esta imagem me instiga de alguma forma. Particularmente, gosto da leveza e serenidade da água, a qual se apresentou como um legítimo espelho emoldurado pelas pedras. Instiga-me mais ainda pelo acaso, pelo modo como captei este momento ao qual dei o título de Penso, logo reflito, uma analogia à célebre frase do filósofo francês René Descartes (Cogito, ergo sum - Penso, logo existo).
Sentado numa calçada, olhando para além do horizonte, o homem se mostra pensativo, contemplando o céu que, embora coberto de nuvens condensadas, apresentava uma rajada de luz cálida de um fim de tarde após a chuva. Passando pelas ruas, com a câmera na mão, tal momento vem até mim naturalmente. Avistei a imagem. Não falo da imagem natural, apresentada diante dos meus olhos. Falo da imagem que se formou diante dos meus olhos. Sobre o espelho d'água formado, o reflexo da figura humana atrelado à reflexão, me fizeram instintivamente pegar a câmera e apontar para esta poça d'água, num enquadramento que colocasse a cabeça do motivo retratado em um ponto áureo.
Para entender melhor, veja a seguir:
Desta forma, concentrando o personagem no primeiro plano, deixando os dois terços superiores livres, pude contemplar a sensação de pensamento, de reflexão. O personagem observa além do horizonte, portanto a ênfase no céu mesclado de pedras e nuvens.
O curioso foi (e é!) a reação inicial de algumas pessoas. Alguns acreditaram se tratar de uma montagem. Outros sequer entenderam como foi concebida.
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A professora Valécia recomendou que eu elaborasse imagens em sequência, criando uma narrativa, e que eu levasse novas imagens na aula seguinte.
Em breve, trarei novos resultados e os desdobramentos desse novo desafio.
Muita luz! E cliques!


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